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quinta-feira, 6 de julho de 2017

TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO: COMO GARANTIR MAIS MOTIVAÇÃO EM SALA DE AULA?

O uso da tecnologia na educação já é uma necessidade que pode ser reconhecida por todo profissional do ensino que está atualizado. Porém, é preciso que esse recurso seja usado de forma clara.
Somente fazer uso das ferramentas tecnológias não é o objetivo da escola. É preciso pesquisar e experimentar para descobrir de que maneiras a tecnologia pode ser empregada para melhorar efetivamente o aprendizado dos alunos e o dia a dia dos professores.

Diante disso, é necessário introduzir a tecnologia adequadamente na instituição de ensino, seguindo os passos a seguir:

1. Introduzindo a tecnologia na escola
Será preciso realizar algumas mudanças na dinâmica das aulas e é interessante preparar a introdução da novidade de maneira diferente para cada um dos grupos a serem afetados por ela, a saber:

1.1. Corpo docente e funcionários
Contar com o apoio de todos os colaboradores no processo de adotar a tecnologia na escola é fundamental, afinal, são eles que irão lidar diretamente com a questão, por isso, quanto mais a favor da mudança estiverem, melhor. 

Acompanhar a relação de cada um com as tecnologias adotadas a fim de diagnosticar problemas, receber feedbacks e promover uma melhoria constante também é essencial.

1.2. Pais e responsáveis
O envolvimento dos pais na educação de seus filhos é muito importante para o sucesso dos estudantes. Por meio de reuniões, notificações e uma comunicação aberta entre os pais e a escola, é possível que eles contribuam para a introdução da tecnologia, aumentem o engajamento dos filhos, ofereçam feedbacks enriquecedores e, mais importante, compreendam e apoiem a iniciativa.

1.3. Alunos
Mesmo, a maioria nos alunos nascidos nessa geração que domina o mundo com a tecnologia é preciso cuidar de sua preparação para receber a novidade justamente para que a familiaridade com os recursos digitais não os leve para longe do aprendizado, restringindo seu uso da tecnologia ao entretenimento ou a atividades que poderiam ser feitas fora da sala de aula.

2. Entendendo as demandas de seus alunos
A escola precisa pesquisar e entender as principais demandas dos alunos empregando justamente os recursos de que eles precisam para melhorar seu desempenho, além de garantir que a medida fará efeito em sua motivação e engajamento.

Para tal, é interessante procurar saber:

» que tipos de aparelhos tecnológicos os alunos mais usam fora da sala de aula;

» quais são os programas e aplicativos mais usados por eles, tanto para atividades relacionadas à escola quanto para seu próprio entretenimento;

» qual é a familiaridade de cada um com os diferentes tipos de recursos disponíveis no mercado;

» de que tipo de informação ou conhecimento do uso da tecnologia os alunos mais podem precisar em suas futuras vidas profissionais;

» e o que eles gostariam de aprender ou dominar quando o assunto é tecnologia.

Somente depois disso, os gestores da escola podem entender quais ferramentas e recursos tecnológicos terão mais utilidade e aceitação em sala de aula (tablets, e-readers, smartphones).

3. Como mapear os principais problemas em sala de aula?
Para usar a tecnologia com o objetivo de sanar problemas em sala de aula, deve-se, em primeiro lugar, localizar esses problemas.

É necessário localizar em sala de aula, quais são as principais dificuldades no dia a dia — da falta de motivação dos estudantes à escassez de oportunidades e conhecimento para adotar novas práticas de ensino, por exemplo.

A partir desse levantamento, podem-se estudar os recursos disponíveis para escolher aqueles que melhor atendem a essas demandas e traçar um plano de melhoria em longo prazo.

Nas primeiras semanas após a adoção da tecnologia em sala de aula, deve-se acompanhar a adaptação de professores e alunos para corrigir possíveis resistências e dificuldades iniciais.

Depois disso, o monitoramento deve continuar não apenas para prevenir problemas e garantir que as ferramentas continuem a ser usadas da forma correta como, também, para analisar os resultados obtidos a fim de continuar avançando.

4. A importância da atualização do profissional com as últimas tendências em educação
A atualização impulsionada pela adoção da tecnologia, portanto, permitirá ao profissional da educação não apenas manter-se em dia com o que há de mais recente em sua área, como também trará benefícios diversos para a sua rotina, sua relação com os estudantes e o funcionamento da própria escola.

5. Moderando o uso da tecnologia
Ao ensinar como e quando esse recurso deve ser usado, além de controlar os momentos em que eles serão empregados em sala, o professor pode direcionar a capacidade dos estudantes de usar os aparelhos eletrônicos em seu próprio benefício, reduzindo seu uso inadequado e aumentando sua habilidade de lidar corretamente eles.

Com a aplicação consciente da tecnologia na escola, é possível, por exemplo:

» combater o cyberbullying e outras formas de preconceito;

» reduzir a distração causada pelos smartphones e aparelhos mobile;

» equilibrar o tempo que os estudantes dedicam aos jogos eletrônicos, aos estudos e à prática de atividades físicas;

» e promover a pesquisa em fontes on e off-line confiáveis, aumentando o senso crítico dos alunos.

6. Estimulando a leitura em sala de aula com ajuda da tecnologia
O desinteresse pela leitura é um problema recorrente nas escolas hoje em dia. De fato, algumas pessoas chegam a associar essa questão à afinidade dos alunos com a tecnologia, entretanto, na realidade é possível, sim, usar o universo digital para incentivar o hábito de ler. Veja como:

6.1. Aproveite os livros em diferentes formatos
Poder ler em tablets, smartphones e até e-readers, além de ser bastante prático, é uma excelente maneira de motivar os jovens que não se desgrudam das telinhas a descobrir o mundo da leitura. Alguns aplicativos contam com opção de consulta a dicionários dentro dos próprios livros digitais, e há também bibliotecas que fazem empréstimos de e-books.

6.2. Transforme a leitura em uma experiência multimídia
Um excelente exemplo de como a leitura pode ser interativa e multimídia é a série de webcomics (quadrinhos para a web) Homestuck, publicada no site MS Paint Adventures entre 2009 e abril de 2016.

Composta por uma combinação de texto, imagens estáticas e animadas, jogos em Flash e vídeos que somam mais de 8 mil páginas e 800 mil palavras, a série pode ser “lida” no original, em inglês, ou em português.

Inspirando-se nessa ideia, professores podem também aproveitar a tecnologia para tornar a experiência de leitura mais interessante e enriquecedora ao assistir a filmes, reviews em vídeo, entrevistas com o autor e outros documentos on-line, realizar pesquisas diversas, ler e compor fan fics (ficções escritas por fãs de séries de livros infanto-juvenis populares, como Game of Thrones ou Harry Potter), etc. Basta usar a criatividade!

6.3. Apresente os alunos a boas fontes on-line
Apesar das informações incorretas  há também uma infinidade de fontes interessantíssimas, que podem contribuir para enriquecer as pesquisas dos estudantes e apresentar-lhes pontos de vista únicos e completos.

Alguns bons exemplos são:

» páginas de universidades, em que os estudantes podem encontrar artigos acadêmicos sobre diversos assuntos;

» o site Domínio Público, no qual se encontra uma variedade enorme de e-books gratuitos em português;

» revistas digitais gratuitas financiadas pelas universidades e órgãos de fomento à pesquisa (como aquelas disponíveis no Portal de periódicos da Capes);

» e o Project Gutemberg, site com e-books gratuitos em diversas línguas;

7. 4 usos para dispositivos e programas inovadores na escola e na sala de aula
Depois de entender melhor os benefícios do uso da tecnologia em sala de aula, é hora de conferir algumas ideias práticas para aproveitar programas e ideias inovadoras na sua escola. Acompanhe:

7.1. Google Cardboard
O Google Cardboard é um apetrecho que permite transformar qualquer smartphone em óculos de realidade virtual. Podendo ser feito de papelão a materiais mais sofisticados, o Cardboard pode ser confeccionado pelos alunos como parte de um projeto de atividades manuais e depois ser usado nas outras disciplinas como forma de interação multimídia com o conteúdo.

Com a ferramenta e o aplicativo da Google, é possível assistir a vídeos em 360°, visitar espaços históricos no Google Earth e até jogar games imersivos, por exemplo.

Aqui link de como fazer o óculos:
https://www.google.com.br/amp/www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2015/06/aprenda-como-fazer-um-oculus-rift-caseiro-siga-dicas.amp

7.2. Wikipédia
Apesar de não equivaler a uma enciclopédia física e conter, como muitas fontes de informações na web, artigos com erros e problemas diversos, a Wikipédia também pode ser uma excelente ferramenta de aprendizado, desde que utilizada corretamente.

Para isso, algumas recomendações interessantes são:

» observar as referências ao final de cada artigo, bem como as notas referenciais ao longo do texto;

» comparar o mesmo artigo em diferentes idiomas (em português e inglês, por exemplo) para verificar se há disparidades e, ainda, ganhar vocabulário na língua estrangeira;

» e dar preferência aos artigos destacados pelo próprio site e evitar aqueles indicados como incompletos.

7.3. Khan Academy
Criada por uma empresa sem fins lucrativos, a Khan Academy é uma plataforma on-line com videoaulas gratuitas sobre dezenas de assuntos diferentes, de Matemática a Empreendedorismo e Animação digital.

https://pt.khanacademy.org/

7.4. Pokemon Go
O game que explodiu em pouquíssimo tempo, Pokemon Go é um aplicativo que usa a tecnologia de realidade aumentada — misturando elementos virtuais com o mundo real — para que os jogadores possam capturar Pokemons (“monstros digitais” que fazem sucesso desde o início dos anos 2000) dependendo de sua localização no GPS.

Como baixar o aplicativo Pokémon Go:
https://www.google.com.br/amp/www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2016/08/como-baixar-pokemon-go-na-app-store-e-play-store.amp

8. Usando a tecnologia também para a avaliação do aluno
Finalmente, é interessante ficar por dentro das maneiras que a tecnologia pode ser usada para avaliar os estudantes, otimizando o tempo do professor, potencializando o diagnóstico de dificuldades e, consequentemente, melhorando o desempenho e motivação dos alunos.

Plataformas como o AppProva, por exemplo, contribuem para aumentar o engajamento dos alunos por meio da gamificação e do uso dos celulares em sala de aula, funcionam como treinamento para provas como o ENEM, e permitem que a avaliação dos alunos seja realizada no próprio app, com envio imediato dos resultados aos professores e geração de gráficos para acompanhar seu desenvolvimento. 

Outros tipos de avaliação que fazem uso da tecnologia são os trabalhos que envolvem a produção de vídeos, apresentações de slides, animações e demais mídias digitais, assim como participação em jogos educativos, fóruns on-line, aulas virtuais e muito mais.

Além de diversificar o tipo de avaliação oferecido pela escola, deixar que os alunos usem a tecnologia para mostrar o que aprenderam enriquece sua experiência e aumenta sua segurança e entusiasmo com os estudos.

Conclusão
Apostar no uso de ferramentas tecnológicas no ensino já é requisito para as escolas que desejam se destacar pela inovação e atualização com as mais modernas tendências pedagógicas.

Ainda assim, para que a tecnologia não se torne um fim em si mesma, é preciso estudar as melhores formas de empregá-la a fim de trazer benefícios para professores e alunos, aumentando a motivação de ambos em sala de aula.

FEEDBACK AO ALUNO: UMA FERRAMENTA EFICIENTE PARA A APRENDIZAGEM

Feedback Positivo, Aprendizagem Positiva!


O feedback é uma ferramenta importante para que os alunos saibam onde precisam melhorar e quais comportamentos foram positivos, gerando uma conscientização valiosa para o processo de aprendizagem, pois evidencia ao aluno as dissonâncias entre o resultado pretendido e o real, gerando motivação para a mudança.

Parece algo simples, mas pode acontecer também de quando o aluno receber um feedback negativo se desestimular.

Por que é importante para o aluno?


A prática de dar e receber feedback melhora os resultados da aprendizagem, pois autodireciona e proporciona automaticamente a autorreflexão sobre seu comportamento de forma crítica (ZEFERINO, DOMINGUES e AMARAL, 2007).

Há muitas teorias sobre os tipos “ideais” de feedback e as suas
classificações são variadas. Segundo Willians (2005, p. 52), os tipos de feedback são:

Positivo: tem a função de reforçar um comportamento que desejamos que se repita. Deve ser utilizado sempre, mesmo que as pessoas já estejam agindo conforme desejamos. Isto evitará que elas deixem de agir adequadamente por falta de motivação;
Corretivo: tem por objetivo modificar um comportamento. Quando uma pessoa não está agindo adequadamente deve-se emitir um feedback deste tipo,tomando os devidos cuidados para não dar um feedback ofensivo. Fazer esta diferenciação é um grande desafio para o professor;
Insignificante: é um feedback vago ou genérico a ponto de confundir o aluno sobre o seu propósito. Não provoca a reação desejada no aluno, como por exemplo, que ele continue estudando e interessando-se pela disciplina;
Ofensivo: Este tipo de feedback não orienta, não permite a aprendizagem pelo erro e não motiva para os estudos. Pelo contrário, acaba porgerar conflitos entre o professor e o aluno que o recebe. 

Como dar feedback eficiente ao aluno?



Neste sentido, vale a pena conhecer algumas dicas para se dar feedback de maneira eficiente aos alunos.

1. Encare o momento do feedback como algo muito importante ao aluno:

Normalmente ele recebe somente de seus colegas de sala, o que muitas vezes não contribui para seu desempenho em sala de aula.

2. O feedback deve ocorrer durante o processo de aprendizagem:

Faça-o enquanto há tempo para possíveis reparos.

3. Para não se desmotivarem:

Os alunos têm que sentir que a sala de aula é um ambiente seguro utilizando do feedback em prol do seu desenvolvimento.

4. Feedback não é um conselho ou avaliação:

É uma informação sobre como os professores e alunos se esforçaram para atingir os objetivos em comum. Professor e alunos não são adversários.

5. Professor tem que estar preparado:

Para receber feedback no ato da devolutiva ao aluno, o que pode ser mais eficiente do que ao contrário.

6. Seja específico:

Fale exatamente o que precisa melhorar e o que faz bem por meio de fatos ocorridos em sala de aula. Desta forma, ele saberá qual o caminho para atingir o objetivo esperado.

7. Inicie com os pontos positivos:

Mesmo que tenha que dizer sobre sua falha na aprendizagem é fundamental que se fale primeiramente sobre seus acertos a fim de fortalece-lo e continuar encorajando-o.

8. Seja honesto:

Não procure maquiar os pontos de melhoria. Diga sempre por meio dos fatos os aspectos da aprendizagem ou de comportamento que necessita se dedicar mais ou algo que tem que deixar de fazer.

9. Quando apontar o erro:

Lembre-se de dar o feedback orientando onde pode encontrar mais recursos para estudar ou melhorar algo que prejudica sua aprendizagem e conscientiza-lo dos prejuízos no resultado final.

10. Acompanhar sempre:

O momento do feedback não pode ser único, tem que ser contínuo.

É importante a formalização do evento da devolutiva, mas durante o processo de aprendizagem o aluno tem que ser assistido e orientado quanto a seus acertos ou erros.

Pensando num cenário competitivo no mercado de trabalho, a prática do feedback do docente para o aluno e vice-versa, torna-se fundamental para que haja a constante melhoria da performance de ambos, mas principalmente, do aluno, facilitando o seu ingresso nas diversas empresas.



Afinal, qual é a importância do professor neste processo?

O papel do professor é fundamental no acompanhamento da aprendizagem do aluno como mediador e facilitador adotando a metodologia do aprender a aprender.

Esta prática de acompanhamento contribui no desenvolvimento do aluno já o principal intuito é que ele esteja preparado a sobreviver no mercado de trabalho competitivo e exigente que busca profissionais com uma performance de excelência.




O Que Fazer Com Tanta Informação?

Dia após dia somos bombardeados com informações vindas de todos os lados, de redes sociais, da internet, do boca-a-boca, etc. No ...