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sábado, 8 de julho de 2017

O Que Fazer Com Tanta Informação?



Dia após dia somos bombardeados com informações vindas de todos os lados, de redes sociais, da internet, do boca-a-boca, etc. No "final do dia", o que fazer com tanta informação? Como utilizá-las a nosso favor? 
É bem verdade que com a globalização e a "aquisição" da internet, informar-se ficou cada vez mais fácil. Existem sites de todos os tipos disponíveis, ficou mais fácil ter acesso a informações culturais, acontecimentos de outros países, estados, cidades, etc. Com apenas um click, acessamos inúmeras páginas. Ficou mais fácil consumir, comunicar-se, fazer cursos, ler, publicar. A internet trouxe grandes benefícios ao homem, mas é necessário ter cuidado!
Nem todas as informações disponíveis são verdadeiras, nem tudo é aproveitável ou confiável. Por isso, é de fundamental importância que o Educador tenha consciência dessas peculiaridades e atente-se para a necessidade de filtrar as informações disponíveis e, além disso, orientar os educandos quanto ao acesso à internet.
Saber usar essa ferramenta é o ponto chave! O indivíduo que interessa-se pelo desenvolvimento da criticidade deve estar atento a tudo. Ler, reler, avaliar, questionar, comparar, etc. Não se pode tomar por verdade a primeira coisa que se vê. O olhar tem que ser mais aprofundado. Neste aspecto, o educador assume o papel de mediador do processo, orientando, incentivando os questionamentos do educando, bem como a busca por responder tais questionamentos.
Não basta apenas ter a ferramenta à sua disposição. É imprescindível que o indivíduo use-a de maneira "correta". É fundamental objetivar o que será feito com essas informações, não limitando-as à mera observação, mas criticamente relatando-a, propagando-a, a fim de que a visão sobre tal informação seja ampliada.
Em aula expositiva dialogada na Universidade Federal do Piauí, fiz um breve comentário sobre um texto de José Moran, publicado em 2005, mas ainda pertinente a refletir-se no ano atual, que explicita exatamente o que foi mencionado acima e responde claramente a pergunta título desta postagem.


Thirza Sousa

É Preciso Olhar Além!!


Sim! É preciso permitir-se vislumbrar além daquilo que se viu pela última vez. Ainda que isso incomode, ainda que cause desconforto ou que desconstrua aquilo que se construiu anteriormente, é necessário dispôr-se a movimentar-se para além daquilo que já se tem. Esse é o constante processo pelo qual o Educador passa.
Em palestra com a participante do NAU (Núcleo de Acessibilidade da UFPI) Professora Dilma, foi-nos proposto uma breve dinâmica que consistia em executar uma simples tarefa: em posição frontal, os alunos deveriam fixar o olhar em um ponto fixo lateral, movimentando apenas o tronco para alcançá-lo com o olhar. Sempre que solicitado pela professora, os alunos deveria girar o tronco e tentar olhar além do ponto fixo, além do que se viu pela última vez. Obviamente, todas as vezes que tentava-se olhar além, sentia-se um incômodo físico pelo esforço exigido pela atividade executada. Do mesmo modo é a trajetória do Pedagogo, do Educador.

Professora Dilma iniciou sua palestra com uma pequena reflexão sobre a dinâmica e em seguida, contou-nos sobre sua trajetória de vida. Nascida na Bahia, criada na roça, perdeu o pai muito cedo e foi criada apenas pela mãe semi analfabeta que, não queria a mesma condição para os filhos. Assim, incentivou os filhos sempre a buscarem algo melhor. Quando "cresceu", Dilma menciona que a Pedagogia a escolheu. Dentro da pedagogia, passou por quase todos os campos de atuação do pedagogo: sala de aula, gestão, orientação pedagógica, espaços não escolares, pedagogia social pedagogia empresarial e por fim, o mestrado para então ingressar no NAU. Resumidamente falando, Dilma deixa claro que, em cada espaço que teve a oportunidade de vivenciar experiências, ela precisou olhar além. Não bastava apenas executar teorias estudadas, era necessário ir muito além! Era preciso humanidade!! Era necessário sentir a realidade do próximo, era preciso (por vezes) deixar de lado as teorias e mergulhar no interior do seu ser, compreender o próximo e as dificuldades que este possui. Era preciso esquecer-se de si por alguns instantes e doar-se ao outro. Alí não era apenas a Dilma Pedagoga, mas o ser humano Dilma, que sensibilizava-se com o próximo e buscava oferecer sempre o seu melhor.
Em sua trajetória, Dilma esclarece que, não se pode ficar estagnado, sem movimentar-se. Cada novo espaço em que trabalhava, era necessário apropriar-se de novos conhecimentos. Ler, questionar, especializar-se. Como oferecer o melhor ao próximo sem reflexão? Sem perspectiva de mudança?
Voltamos ao ponto chave desta publicação: É Preciso Olhar Além! O desejo por algo melhor deve ser constante. Desconstruir e então reconstruir! Sensibilizar-se com o próximo e propôr-se a oferecer-lhe o melhor de si. Movimentar-se! 
A maneira como nos portamos, como falamos, como olhamos diz muito sobre aquilo que queremos transmitir. Sejamos então, sensíveis! Dispostos a transpôr nossa essência ao próximo de uma maneira convidativa, aconchegante e simples! Sempre aprendendo a SER!


Thirza Sousa

O Que Fazer Com Tanta Informação?

Dia após dia somos bombardeados com informações vindas de todos os lados, de redes sociais, da internet, do boca-a-boca, etc. No ...